Quarta-feira, Outubro 29, 2008


É isso mesmo: pague o ingresso mais caro do evento e perceba o quanto despreparadas são as pessoas que o organizam. A promessa foi: comida liberada, bebida (você escolhia entre cerveja, wishy ou vodka) e seus ídolos bem perto de você. As bandas estavam lá mas o básico deixou bastante a desejar.Quem paga 120,00, D&E (enquanto o ingresso normal é em média 40,00), quer no MÍNIMO comodidade. Infelizmente, não foi isso que aconteceu.
As pessoas do camarote pegavam fila (de trinta minutos) para entrar no Marina enquanto as pessoas de ingresso normal não pegavam.A comida acabou meia noite, faltou cerveja, as pessoas caiam porque não havia sinalização nas escadas etc. Pensei estar em algum show de graça patrocinado pela prefeitura (sem querer menosprezar os eventos da prefeita).E, para fechar com chave de ouro ainda fui barrada na saída pelo segurança como se estivesse roubando por estar levando as cervejas que haviam restado da noite. O segurança, por sinal totalmente despreparado, mencionou que o consumo deveria ser realizado no local (mas como? lembram que faltou cerveja? onde consta no ingresso essa informação?) e ordenou que todas as saídas fossem fechadas, pois eu não sairia dali com as cervejas. Logo eu, que paguei o ingresso mais caro, fui tratada como ladra por querer levar as cervejas que já estavam pagas.
Alguém já disse: as pessoas morrem, mas as músicas ficam. Vou retificar: nem as músicas escapam quando se é totalmente desrespeitado como ser humano (será que a produção já ouviu falar em danos morais?). Pois, o que ficou do evento não foram os shows, mas a palhaçada que relatei. Bandas tão boas não mereciam ter participado de um evento como esse, pois é inadmissível que minhas bandas favoritas tenham seu brilho ofuscado por algo assim.
Muitos dos nossos direitos não são respeitados, até mesmo o direito à liberdade. Contanto, ainda não me foi tirado a opção de poder escolher ou não consumir um produto. Fui ao Ceará Music em todas as edições (pelo segundo ano fui para o Front Stage Burn) e opto, a partir de hoje, por não ir mais. Desculpem-me meus ídolos, mas enquanto a produção do Ceará Music achar que somos PALHAÇOS por sermos um público jovem irei assisti-los em shows individuais e sugiro a todos que me conhecem a fazer o mesmo, a não ser que você goste de pagar para ser humilhado.


Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008

Sobre estrelas, milhões e o meu anonimato saudável.

O cinema em seu principio era algo amador. Os filmes eram feitos por diretores oriundos do teatro ou por homens com pouco afinco com qualquer tipo de arte. O status e importância da figura do cineasta em um set é algo que só surgiria tempos depois. Os atores, por sua vez, vinham de teatros amadores, circos ou eram selecionados na rua de acordo com seus tipos físicos. Não era necessário memorizar páginas infindáveis de textos, tampouco era necessária uma interpretação arrebatadora. O importante era a atração em si. E foi assim, meio anárquico, meio desajeitado, que o cinema surgiu no início do século.

A brincadeira só começou a ficar séria quando os “homens de negócios” (com o perdão da expressão), tiveram a brilhante idéia de potencializar algo que os seus próprios criadores desacreditavam. Chegava ao fim o cinema como atração popular. Era tempo de criar uma indústria, reposicionar o cinema com arte (burguesa) e principalmente torná-lo lucrativo. Méliès, que morreu pobre e faminto pelas ruelas parisienses, não teve tempo de gozar das notas verdes que surgiriam aos montes nos bolsos de diretores, atores e principalmente produtores a partir da segunda década do século passado.

Depois disso, a história já é conhecida: surgem os imponentes e megalomaníacos cinemas-teatros, a divisão do trabalho cria muitos dos cargos que hoje conhecemos (diretores de arte, roteiristas, produtores etc) e principalmente o chamado starsystem – figuras meio mito, meio humanos que pairavam sobre o imaginário das platéias no mundo todo. Lembrem-se que até metade do século XX o cinema era realmente influente nos costumes, na moda e no estilo de vida não só de americanos.

Aqui estamos no início do século XXI, mais de 100 anos depois das primeiras exibições do cinematógrafo. As estrelas de Hollywood não representam tanto como representavam para a sociedade até meados da década de 50. Porém, continuam com seus salários milionários e alvo das lentes de fotógrafos de celebridades. E tão rápido quanto um clique da câmera de um paparazzo é a velocidade com que atores e atrizes podem ser levados à glória ou para a lama.

Imaginem o que passa na cabeça de um jovem com pouco mais de vinte anos que sai de país para tentar alcançar o estrelato (ou seria apenas trabalhar?) em um país outro. Em pouco tempo conhece pessoas influentes, consegue contratos milionários, vira um símbolo sexual, é indicado ao Oscar, casa-se com uma ex-extrela adolescente e conhece o mundo todo.

Heath Ledger alcançou o sonho americano com uma rapidez impressionante e talvez ele não estivesse preparado para isso. Se para nós os cachês milionários nos parecem absurdos, imaginem o que é viver longe da família, perder todo o contato com seus antigos amigos, ficar cercado por pessoas interessadas exclusivamente no que você simboliza, ser seguido por paparazzos 24h por dia, ter que manter a boa forma, trabalhar 20h diariamente e ainda ser cobrado por jornalistas pelo bom desempenho em suas atuações.

Não é difícil imaginar que sua ex-mulher fosse a sua única companheira, amiga e confidente realmente confiável. Após o fim do casamento, deve ter se visto sozinho, emocionalmente abalado e mesmo assim obrigado a cumprir todos os seus compromissos de estrela.

Claro que são apenas suposições. Porém, penso que um coquetel emocional dessa natureza não poderia ter um final feliz. Penso que quando vamos ao cinema não reconhecemos os seres humanos que são projetados na tela. São figuras distantes e ao mesmo tempo tão próximas. Podemos saber tudo sobre suas vidas sem nunca vê-las pessoalmente. Podemos saber todos os detalhes da vida intima das estrelas mais do que talvez os próprios familiares saibam.

Antigamente, o lado B dos astros só vinha à tona anos depois, quando algum biógrafo decidia escancarar a intimidade de estrelas que já estavam mortas. Agora não. Não é mais necessária uma investigação profunda e minuciosa. Se alguém cheira cocaína em casa, dias depois lá está um vídeo no youtube. Se alguém trai, lá estão as fotos na Internet horas depois. Será que alguém realmente irá se interessar por uma biografia da Britney Spears? Não, já sabemos de tudo. Vimos tudo.

Sinceramente, não troco minha vidinha pacata, anônima e saudável por Hollywood. Porém, fico aqui pensando: quem se lembrará de um tal José Bruno quando eu morrer? Heath vai ser provavelmente o James Dean da nossa geração, será lembrado por um filme que é uma das maiores histórias de amor que o cinema já contou (um clássico de Ang Lee) e provavelmente fará o melhor vilão de um filme baseado em quadrinhos em todos os tempos. Ok, os milhões parecem realmente tentadores...


Terça-feira, Janeiro 15, 2008

Melhores e piores de 2007 e, também, uma prévia de 2008

Dos 126 filmes que eu vi, 70 foram no cinema (graças à Mostra, claro).

10 filmes que merecem menções honrosas.

* A Vida dos Outros (Das Leben Der Anderen, 2006, Alemanha, dir.: Florian Henckel Von Donnersmarck): O filme é o queridinho do coração da Andressa, que desbancou O Labirinto do Fauno no Oscar. O filme se passa na Alemanha Oriental, no começo dos anos 80, quando cada passo das pessoas era vigiado pela Stasi (a polícia paranóica). O casal de artistas Christa-Maria e Georg tem permissão para trabalhar. Porém, o agente Gerd Wiesler (fenômeno da espionagem) começa a desconfiar dos dois e propõe que eles passem a ser vigiados. À medida que passa o tempo, Wiesler (que, infelizmente, faleceu recentemente) se envolve na relação do casal, como uma espécie de poder onipotente. Ele sabe tudo o que se passa na vida e no apartamento do casal e se deixa levar por sentimentos que, a princípio, ele parecia não saber o que significavam. É lindo. A platéia do HSBC Belas Artes, durante o meu momento Amélie Poulain (olhando para trás) chorava em peso. O final do filme, na hora do «É para mim» derrete qualquer coração de pedra. Sublime, e ainda por cima cult!

* Do Outro Lado (Auf Der Anderen Seite, 2007, Alemanha/Turquia, dir.: Fatih Akin): Akin é meu diretor querido do coração, de Contra a Parede (o filme da minha monografia). Do Outro Lado é a segunda parte da trilogia: amor, morte, diabo. É um filme sobre a morte, mas não pensem que é mórbido. Sem superar (pelo menos para mim) Contra a Parede, o filme foi altamente elogiado no último Festival de Cannes, onde recebeu prêmio de melhor roteiro (por sinal, muito bem elaborado). O filme é contado em episódios, começando com uma história na Alemanha (com uma morte), seguindo, depois, para a Turquia (com outra morte). Lá pelas tantas as histórias se entrelaçam. Enfim, filme aplaudido no cinema-gracinha da Cinemateca Brasileira. É daqueles filmes que fazem as pessoinhas como eu quererem fazer cinema. Estréia nacional prevista pra última semana de janeiro e eu vou ver de novo!

* 4 meses, 3 semanas e 2 dias (4 luni, 3 saptamani si 2 zile, 2007, França/Romênia, dir.: Cristian Mungiu): não é todo dia que se vê um filme da Romênia, então aproveite a chance de ficar mais cult. Esse filme lotou as sessões na Mostra porque ganhou a Palma de Ouro em Cannes. É sobre um aborto, ou melhor, sobre as complicações de se fazer um aborto de uma gravidez já um tanto avançada, num país onde você tem que mostrar sua identidade para qualquer coisa e onde se compra cigarros clandestinamente. É bem difícil. A sacada é tirar o foco da mulher que quer abortar. A protagonista é a melhor amiga dela, que come o pão que o diabo amassou para ajudar a amiga. Espetacular.

* I’m not there (idem, 2007, EUA, dir.: Todd Haynes): Filme-sensação em Veneza 2007, que rendeu prêmio de melhor atriz à Cate Blanchett no papel de Bob Dylan. Esse filme é fenomenal. Vários atores e Cate (abslolutamente diferentes) encarnam facetas diversas da vida de Dylan. Há o garotinho talentoso, o cantor famoso, o pai carinhoso, mas ausente; enfim, são sete atores que encarnam a tarefa. Em nenhum instante fala-se em Bob Dylan, cada um dos Bob tem um nome diferente e a montagem é toda entrecortada, vai mesclando as diferentes facetas para construir uma cinebiografia para lá de original.

* Antes que o Diabo saiba que Você está morto (Before Devil knows that you are dead, 2007, EUA, dir.: Sidney Lumet): Há inúmeras razões para esperar esse filme chegar aos cinemas brasileiros. A atuação de Philip Seymour Hoffman fazendo um cara ambicioso, drogado e totalmente inescrupuloso é só a primeira delas. O filme apresenta a história de um assalto. Parece simples. Mas não é mesmo. As implicações das ações dos protagonistas, também valendo destaque para Ethan Hawke e Marisa Tomei – que de santos, também não têm nada – levam a conseqüências inimagináveis e extremas. A direção e a montagem são totalmente adequadas ao roteiro.

* Persépolis (Persepolis, 2007, França, dir.: Marjane Satrapi, Vincent Parannaud): A animação da iraniana Marjane sobre a própria vida é encantadora. É muito interessante o tom que é dado uma história triste, trágica e pesada. A leveza se dá desde os traços da animação. Marjane passa por uma guerra, é hostilizada na Europa, sente-se completamente deslocada no mundo, mas tudo com uma leveza cativante. O mundo parece meio lúdico diante dos olhos da sonhadora Marjane, especialmente na infância. E ela constrói um retrato extremamente interessante da condição das mulheres no Irã e, também, de como as mulheres islâmicas vivem na Europa, no caso, na França. Isso nas vozes de Catherine Deneuve e da filha, Chiara Mastroianni. Não foi à toa que encantou a geral no Festival de Cannes.

* Senhores do Crime (Eastern Promises, 2007, Inglaterrra, Canadá, EUA, dir.: David Cronenberg): Anna (Naomi Watts) fica intrigada com a morte prematura de uma jovem parturiente (palavrinha bonita, hein?) russa. A partir do diário da garota, Anna decide investigar a vida dela. Por isso, ela se mete com a máfia (sem saber, claro). Os mafiosos são Vincent Cassel, um cara porra-louca, meio fraco e de sexualidade ambígua. Você passa o filme achando que ele é afim do Viggo Mortensen, o mafioso cabra-macho. Dizem que é melhor que Marcas da Violência. Viggo Mortensen está simplesmente ótimo. O roteiro do filme é bem bacana também. Ah, é o filme da espada do Aragorn, que ele mostra numa cena de luta muito forte e perturbadora, dentro de uma sauna. Engraçado, né, a cena é de luta, mas ele não usa a espada.

* Caótica Ana (Caótica Ana, 2007, Espanha, dir.: Julio Medem): gostou de Lucia e o Sexo? Pois é do mesmo diretor. A crítica internacional não recebeu a Ana tão bem quanto a Lucia, mas achei injusto. A Ana não é boa como a Lucia, mas tem seu valor. Ana é uma jovem artista que vive na paradisíaca Ibiza e que, de repente, vai parar em Madri na casa de uma mecenas, onde ela desenvolve o trabalho como pintora e começa a descobrir as muitas vidas que tem dentro dela (daí o caos). A maneira como as mulheres dentro de Ana vão mostrando sua razão de ser, até culminar numa cena com toques escatológicos (estou morrendo de vontade de contar o que ela faz, mas não devo) é bastante interessante. É intrigante, vertiginoso e, surpreendentemente, político. (Julio Medem sabe dirigir cenas de sexo incrivelmente bem. Quem viu a Lucia sabe.)

* Saneamento Básico, o filme (idem, 2007, Brasil, dir.: Jorge Furtado): O filme é despretensioso e, talvez por isso, absolutamente divertido. Jorge Furtado em ótima forma, com elenco afinado, especialmente a Fernanda Torres. Tinha que entrar algum filme nacional no top 10 e não poderia ser Tropa de Elite.

* Estômago (idem, 2007, Brasil/Itália, dir.: Marcos Jorge): o carismático João Miguel dá vida a Raimundo Nonato, imigrante nordestino sem eira nem beira, que vai parar num botequim de São Paulo. Lá, ele descobre que tem dotes culinários incomuns. Baseado no conto “Presos pelo estômago”, o filme realmente faz jus à frase. Não é uma delícia, aliás, chega a ser escatológico. Mas é interessante a relação de dominância que Nonato (ou Alecrim) consegue estabelecer com as pessoas graças ao talento pra cozinha. O filme se foca no modo como os personagens lidam com a comida. É muito bacana.

Nunca vi tantos romances tocantes e nada piegas como em 2007.

* O Despertar de uma Paixão: O romance do ano. Eu falo desse filme para todo mundo. Se você não for assistir só para ver o Edward Norton dando um show, vá pela Naomi Watts. Ou então pelas locações no interior da China belíssimas. Ou pela trilha sonora magnífica. Ou apenas pelo final de fazer chorar...

* Não Toque no Machado (Ne Touchez pas la Hache, 2007, França/Itália, dir.: Jacques Rivette): aos românticos e românticas e todos aqueles que acreditam no amor e em filmes de romance não açucarados. Rivette é um remanescente da Nouvelle Vague (logo, cult). O filme é baseado num livro de Balzac (logo a história é boa). É triste de doer, mas é absolutamente lindo. Impecável, eu diria. Os atores são excelentes também.

* Um Amor Jovem (The Hottest State, 2006, EUA, dir.: Ethan Hawke): Quem gostou de Antes do Amanhecer e Antes do pôr-do-sol deve ver esse filme. O roteiro também é de Ethan Hawke, que acerta na mão ao contar uma história de amor fofa na medida certa. Ah, tem a participação da Sonia Braga como a mãe de Catalina Sandino Moreno. Filme de menina e de casal apaixonado.

* Across the Universe (idem, 2007, EUA, dir.: Julie Taymour): O musical protagonizado pela mulher do Marilyn Manson é clichê, mas vale pela trilha sonora e pela criatividade da diretora em utilizar as músicas de forma bem criativa. O romance em si é levemente açucarado. Mas creio que, pelo menos quem gosta de Beatles ou quem está apaixonado, vai gostar.

Documentários bacanas.

* Jogo de Cena (idem, 2007, Brasil, dir.: Eduardo Coutinho): Coutinho selecionou 23 mulheres, que contaram suas histórias de vida (as mais variadas) num palco de um teatro. Depois, pediu a atrizes como Marília Pêra, Fernanda Torres e Andréa Beltrão para encenar algumas das histórias. Misturando realidade ficção, o documentário também apresenta as falas das atrizes (como elas mesmas) sobre o ato de representar aquelas histórias de vida. É muito interessante e divertidíssimo.

* De Volta à Normandia (Retour en Normandie, 2007, França, dir.: Nicolas Philibert): é uma pena que esse documentário cult passe despercebido (duvideodó que passe nos cinemas brasileiros). O filme é altamente refinado. É um documentário sobre o filme de René Allio (de 1975), Eu, Pierre Rivière, tendo degolado minha mãe, minha irmã e meu irmão... Filme que, por sinal, é baseado numa história real, estudada por Michel Foucault e que pipocou nos jornais do século XIX. Pois bem, o documentário revisita as locações da Normandia onde vivem os não-atores que deram vida à história de Pierre Riviére, além de fazer uma recapitulação, também, da trajetória do verdadeiro Pierre. É super interessante.

* Screamers (idem, 2006, Inglaterra/ EUA, dir.: Carla Garapedian): A diretora, de origem armênia, mapeia genocídios ocorridos no século XX, após fazer um retrato do massacre dos armênios feito na Turquia, até hoje impune. Só assim para eu descobrir que a banda Sistem of a Down (que aparece várias vezes no filme) é de origem Armênia também. É um filme muito triste, mas extremamente interessante.

Meu muso inspirador.

* Nada de Gael García Bernal. Nem Edward Norton. Louis Garrel é o nome. É o irmão da Eva Green em Os Sonhadores. O sonho de consumo da Valeria Bruni Tedeschi (a cunhada do Sarkozy) em Atrizes, no qual ele está deliciosamente blasé. É o maior garanhão de Em Paris, aliás um filme ótimo. E é o centro das atenções de Canções de Amor, no qual ele faz um lindo rapaz total flex. Ai ai ai. (vale salientar que esses dois últimos filmes eu vi com o Rubens Ewald. Será que o Garrel é o muso dele também?)

Blockbuster do ano: O Ultimato Bourne.

Indicação cult que ninguém vai ver: Vocês, os Vivos. Um filme dinamarquês muito bacana sobre a natureza humana.

Filmes irregulares que merecem ser vistos por algum motivo:

* Lust, Caution: Pela interpretação de Tony Leung e as cenas de sexo.

* Sombras de Goya: Pela Natalie Portman baranga, a interpretação de Javier Bardem e pela seqüência final.

* Paranoid Park: todo mundo gosta e é bem dirigido.

* SOS Saúde: Michael Moore sempre me faz rir.

* Sonhando Acordado: Mesmo sem Charile Kaufman, Michel Gondry é fofo.

* Um Jogo de Vida e Morte: Só para ver as insinuações homoeróticas de Michael Cane para Jude Law.

Eu não falei de Zodiac e de Ratatouille, mas são ótimos filmes.


Sexta-feira, Dezembro 28, 2007

Melhores de 2007 (?)

Eu sempre soube perfeitamente categorizar meus anos como sendo horríveis, regulares, bons ou ótimos. Aqui estou 3 dias antes de 2008 e não dizer com certeza quantas estrelas eu daria para os 375 que passaram. Não que eles tenham sido péssimos. Não que eles tenham sido perfeitos. Apenas foram. E talvez isso tenha se refletido na minha pouca ou nenhuma ânsia por salas de cinema. A qualidade da produção de 2007 também não contribuiu muito. A verdade é que fiquei mais ligado em música e nas minhas séries preferidas do que com cinema. Porém, como quero continuar a tradição, vamos aos melhores do ano:

ATENÇÃO: Os textos a seguir estão cheio de adjetivos. Análise técnica é para trabalho acadêmico. Muito mais divertido dizer que um filme é “genial” do que “o raccord da cena do casamento foi feito com precisão”.


Melhores filmes do ano (se compararmos com o resto que eu vi em 2007)

Ratatouille: A animação do ano, o roteiro do ano, o filme do ano. Desde Viagem de Chihiro que uma animação não me encanta tanto. É sobre um ratinho que quer ser chefe de cozinha. É sobre ego, crítica de arte, talento e destino se você perceber as sutilizas por baixo das sopas e carnes.

Saneamento Básico, o Filme: Jorge Furtado e sua pequena grande obra. O melhor filme nacional sobre o cinema nacional.

A Rainha: Fotografia elegante com texturas diferentes em planos com movimentos de câmeras delicados ou inexistentes. Quem precisa de travellings quando se tem uma imponente Helen Mirren?

Cartas de Iwo Jima: Se esse não for o ápice de Clint Eastwood, eu tenho medo do que ainda virá. Faltou pouco para uma obra-prima.

O Cheiro do Ralo: Meu Deus! Dois filmes nacionais no meu Top 5! Só quem conhece um pouquinho de cinema entende o porquê de O cheiro do Ralo ser considerado um milagre. Se faltou dinheiro, sobrou genialidade de Heitor Dhalia.


Melhor fotografia em um filme com roteiro mediano

Filhos da Esperança: Que planos são aqueles? Que movimentos são aqueles? Droga, queria ter feito aquela cena da fuga do carro...


Melhor filme cheio de BOOOMMMM! PAMMMMM! TRICKKKKK! KABRUMMMM!

O Ultimato Bourne: Vou exagerar um pouco – O Ultimato Bourne é o melhor filme de ação dos últimos 10 anos. E olha que nem sei qual vem antes dele. Só tô afirmando isso porque adoro essa coisa de “todos os tempos”, “dos últimos 50 anos”...


Melhor filme americano independente que provavelmente nunca vai chegar ao Brasil

Half Nelson - Ryan Gosling substituiu o posto de “meu ator americano preferido” que já foi do Edward Norton. Nada de professor branco dando lição de moral para alunos negros em situação de risco. Todo mundo perdido, todo mundo caindo em poço profundo, todo mundo cheirando, todo mundo dançando Broken Social Scene. Sem pena, ao final do filme nós limpamos nossa sujeira e desligamos a TV. O professor se fudeu!


Frase do ano

Jack para kate em Lost

“Nós precisamos voltar!”

ok, não é um filme...Mas quem se importa? Foi a frase mais impactante dos últimos 3 anos, hehehe.


Pior filme do ano/filme mais chato do ano

300/Homem-aranha 3

300 homens e nenhuma alma/1 homem e uma alma emo chata despedaçada


Melhor vídeo clipe que não é vídeo clipe

Vídeo clipe é coisa do passado. O Arcade Fire fez o primeiro vídeo clipe “interativo” da história. Não, não adianta tentar fazer ele dar cotoco.

http://beonlineb.com/click_around.html


Melhores filmes bacanas com finais que são uma porcaria

Conduta de risco: O final sacadinha só não estraga todo o filme porque logo em seguida a gente tem um longo plano-sequência com um close no George Clooney desempenhando os melhores segundos da carreira dele – sem falar uma única palavra.

Pecados Íntimos: O filme é cheio de momentos espetaculares e momentos absurdos, mas nenhum se compara ao constrangedor final. Skatistas?Hein?


Melhor filme de 2008

Sangue Negro: Se o Paul Thomas Anderson não conseguir ressuscitar em mim o desejo de ser um cineasta, ninguém mais conseguirá.


Terça-feira, Dezembro 18, 2007

O que temos que sofrer pra se formar...


No mercado é bem pior...


Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

Tchonga Finalle VIP (Formandos na Brasa)



Galera,

Estamos convidando vocês para nosso último Tchonga na Caponga, comemorando nossa formatura. A lista é seleta, pois o espaço é pequeno e privilegiamos aqueles que foram mais importantes nesses 4,5 anos de Comunicação.

Marcamos a viagem para o final de semana do dia 15 de dezembro.

Vamos fazer um churrasco com algumas cervejas...
Mas n temos condições de bancar tudo..
Pra isso nós vamos bancar a cota MASTER e pedimos a contribuição de R$ 10 de cada pessoa que queira participar desse momento alcoolico de confraternização, já que sera uma viagem como às outras e vai rolar o velho macarrao com salsicha e o velho cachorro quente!!!

Precisamos da confirmação de cada pessoa para que possamos pegar a grana para fazer as compras a tempo... o Limite será na quarta da proxima semana, ou seja, dia 12/12...


Então
Tchonga na Caponga
Local: Casa do Tio da Gabi (casa nova q eh perto da outra que a maioria de vcs ja foram)
dia 15/12
Hora: A hora que vcs quiserem chegar..

Esperamos a resposta de vocês!!!

Beijos doces no coração!!!



Considerações finais (ou depoimentos do orkut)


Só para constar: apenas aos membros da turma de 2003.2 e só para aqueles com quem já fui a uma festa, ao cinema ou a uma viagem ou ainda já fiz um trabalho em grupo.


Abel.
O primeiro da chamada, o nosso onipresente e onipotente. Aquele que assume que é altruísta por egoísmo, mas é com ele que todos podem contar com a certeza que ele ajudará no que for possível. Aquele que eu descobri, depois de quase 5 anos, que é, assim como eu, roedor compulsivo de unhas. Por outro lado, descobri faz é tempo que ele também é uma das minhas melhores pessoas e um dos melhores e maiores jogadores de conversa fora. Aquele que fala devagar, mas sempre tem o que falar. Prolixo e idealista, não no sentido humanitário ambientalista, mas no sentido leonino publicitário. Ele quer é o topo, e, para esse nosso deus, o céu não é o limite.

Alessandra. Dizem que são nos pequenos frascos que estão os melhores perfumes, e quem conhece a Alê tem todas as provas que confirmam esse dito popular meio francês. Ah, e é a única também que vai entender completamente o trecho da música no final desse post, rs.

Andressa. Aposto todas as minhas fichas que o poker ainda vai levá-la a Europa, seu lugar por essência. De Graciosa para o mundo. A nossa cult mais kitsch, mais cores de Almodóvar, mais retrato em preto e branco de Chico & Tom. Se não vive num filme de Woody Allen, vive nas escritas de Clarice Lispector.

Bruno do Vale, sim o Fantine. Que me desculpe os demais, mais entre os Brunos (e entre muitos) é o meu preferido. Aprendo com ele, compartilho com ele, rio (demais) com ele, debato com ele, confabulo com ele, fofoco com ele, fala sobre o tudo e o nada com ele, aperreio ele, e ainda tenho gasturas e preferências semelhantes as dele. Tamanha é minha cumplicidade com ele e confiança nele que prometo beber se (e somente) ele beber. Enfim, sem muito mais blá, blá, blá, ele é um dos melhores seres humanos que eu conheço.

Bruno Lima, sim o Zé. O acadêmico, o indie, o cineasta, o publicitário, o bolsista, o nerd, o crítico, o multimídia, o ranzinza, o multifacetado, "uma das melhores monografias do curso" (by Silas de Paula). Provavelmente com quem mais discutir nesses anos - quem sabe o único. Algo me diz que ele gosta de me provocar, mas isso não é privilegio só meu. Ainda bem que, com o tempo, já não me irritava, só fingia para entrar na brincadeira. Vai ver no fundo eu também gostava de provocá-lo, porque no fundo, no fundo, o Zé é apenas um sentimental.

Bruno Henrique. Um das minhas metas de vida é conseguir comer tão devagar quanto ele e quem sabe ter até um pouco da habilidade dele como design, transformando linhas e formas em imagens tão bonitas e cheias de vivacidade. Mentira, quero mesmo é decifrar a mente de um ser, filhinho da mamisa, que faz direito e alemão (só sendo muito pequeno gafanhoto mesmo), se mete na publicidade, não disfarça a falta de paciência para certas coisas, perfeccionista e detalhista, que toca guitarra intimistamente, que fica parado observando os músicos durante um show de rock e consegue ser adorável mesmo sendo meio rabuegento (eu disse meio, viu? Não se irrite, rs).

Bruno Vasconcelos. Os melhores abraços, as melhores conclusões, os melhores exageros, os melhores sucos de maracujá, os melhores shows, as melhores viagens, as melhores caronas, as melhores comeRmorações, etc, etc, etc. E se não bastante tudo isso, ele ainda foi quase um herói pra mim durante a monografia. Me salvando e me mostrando a luz no fim do túnel; mais emo impossível. De orientadora indicada a livros emprestados. De dicas dadas a lamentações ouvidas.
Cacau, sim a Carmelita. Juro que eu não consigo ainda entender como ela trabalha na Telemar, cuida de uma filha, estuda e ainda ver Lost. Haja disposição. Quando eu descobri seu segredo, crio um seriado misturando 24 horas, The Office e, sei lá, A Diarista?rs Ela também é de nós, quem tem as melhores historias para contar. Ouça a voz da experiência!rs

Camila, sim a Santiago. A sinceridade dela rende momentos ótimos, únicos e lúdicos. De Iguatu para África, ela faz valer a frase "In Omnia Paratus" que ostenta. And we've been gilmored!rs

Gabi, sim a Catunda. Mesmo que negue, que seja clichê, o que for, o individuo sempre tem um melhor amigo aqui, outro acolá. Então, declaro para quaisquer fins, que a Gabi é a minha melhor amiga na UFC (e também uma das melhores entre todos os demais grupos sociais). Mas a Gabi é a melhor amiga de quase todo mundo, né não? Mas deixa eu achar, só por esse momento, que eu sou a única privilegiada.
Um dia, durante uma das nossas conversas que ninguém entende (inclusive eu, as vezes, rs), ela me falou que uma verdadeira amizade se baseia em três pilares. Um deles seria baseado na admiração. Só queria, portanto, declarar aqui para o devido fim que admiro demais essa pessoa linda e verdadeira, a mais paciente das impacientes, a mais organizada das desorganizadas, a mais teimosa das conselheiras, a mais viajante dos canastras, a mais moça do interior das moças da cidade. Enfim, aquela que entende e ouve meu silêncio - no nosso silêncio nada constrangedor.

Raquel, sim a Thomaz. Ela esbanja duas das maiores qualidades que mais aprecio num ser humano: inteligência e sarcasmo. E tudo com a delicadeza de uma menina com uma flor. Sempre que a encontro, fico na expectativa de ouvir mais uma frase ácida by Raquel Thomaz.

Thiago Freitas, sim o Xiago. O mais cosmopolita dos rapazes interioranos. Vai ser o primeiro a casar e ter uma penca de filhos. Dedicado à faculdade, ao trabalho, aos amigos, à família. Desajeitado, canastrão, político e meu amigo dos bons.

E alguns scraps:

Bruno Ferreira, sim o Jagger (momentos canástricos, de pop star e à la Seinfeld). Pedro Rocha (a primeira pessoa que falei da turma, companheiro literofágico e por um tempo de sobriedade). Diógenes (longas e profundas conversas). Marcelino (conversas de outro mundo). Angélica (fui com a cara dela desde que a vi com um caderno de Sandy e Jr no primeiro dia de aula). Ingrid (a mais articulada e feliz). Jessyca (pequena grande mulher). Luiz Arthur (falamos mal dos outros e bem da política, ou não). Marina Alcântara (só sorrisos, sempre). Rute (300 palavras por minuto). Milena (nossa promoter oficial mais ausente dos últimos eventos e a risada mais marcante). Suzana (a professorinha multicolorida). Erika (polêmica companheira de trabalhos acadêmicos). Ramon (o peculiar desenhista). Ityara (todo encanto do sotaque pernambucano). Bruno Carneiro, sim o Mano Brown (o punk). Robertim (nosso filósofo ciclista naturalista hari krishna, krishna, krishna, hare, hare...).

"You have so many relationships in this life, only one or two will last. You go through all the pain and strife, then you turn your back and they're gone so fast...So hold on the ones who really care, in the end they'll be the only ones there. And when you get old and start losing your hair, tell me who will still care. Can you tell me who will still care?"


Domingo, Novembro 18, 2007

Moptop, Lavage, Dead Leaves e o samba chato.


>> Noite passada assisti ao show do Moptop. Em 2006 eu só iria para um show do Moptop em uma camisa de força. As letras eram muito boas, mas o som era Strokes demais para um fã xiita dos Strokes. Até que resolvi ver ao vivo. Sendo rápido e prático, a sentença é a seguinte: o vocalista quer (só quer) cantar que nem o Julian, o guitarrista é igual ao Albert, até nos passinhos de dança e na forma de tocar guitarra (e o cabelo), e o som das guitarras é igual ao som das guitarras do Albert e do Nick. Se a gente esquecer tudo isso, a banda é muito boa. Letras bacanas, pessoas simpáticas e o mais legal (e o que me fez acabar com muitos dos meus preconceitos): eles não levam a sério essa coisa de plágio dos Strokes. Curioso foi perceber como esse negócio de palco e show de rock é estranho. 2h antes do show começar era possível ver os integrantes da banda andando tranqüilamente pela platéia como anônimos. Quando subiram no palco foi uma comoção e gritaria feminina tão grande que me senti em um show dos Backstreet Boys.

>> Nunca fui fã de punk rock e não gosto de bandas com letras “politizadas”, mas o show do Lavage foi realmente legal. O Bruno parece um rock star tosco da década de 80. E isso não é ruim. E é sempre engraçado ver um bando de gente pulando, balançando a cabeça, batendo uns nos outros...

>> A terceira surpresa da noite foi uma banda chamada Dead Leaves. Choque inicial: um ótimo vocalista. 90% das bandas cearenses possuem péssimos vocalistas, 5% pensam que possuem grandes vocalistas e apenas 5% possuem vocalistas realmente grandes. O problema foi que o cara cantou durante 40 minutos no mesmo tom. Fiquei torcendo para ele cantar uma balada ou outra coisa fora disso. Estava realmente torcendo para que ele fosse eleito por mim o melhor vocalista de uma banda cearense que tenho notícia, mas não deu. Tudo pode ser apenas um truque. O cara pode ter encontrado uma forma de cantar sem desafinar e fica só repetindo. A banda toda é uma simpatia, possui duas fofas integrantes (uma delas usava sapatos brilhosos e dava saltinhos engraçados) e fizeram um ótimo cover de Toxic, da Britney Spears.

>> Depois teve o samba. As mesmas músicas, o mesmo repertório. Tô perdendo a paciência com sambas. Tá ficando chato.


Sábado, Novembro 03, 2007

#cheguei molhada no encerramento da mostra, com as chuvas loucas daqui de são paulo. e não gostei da barra funda. tinha muita gente mal vestida.

#serginho groisman e marina person apresentaram a premiação da mostra. o melhor foi ver o rubens ewald filho fazendo tradução simultânea da fala do diretor do filme q o sobrinho dele produziu. achei tão oscar! o tunisiano do júri falando em francês garantiu o momento cannes.

#já já o balanço da mostra. qdo eu tiver sóbria e a mostra tiver efetivamente acabado.

#e ninguém sabe o nome do global! adoro suspense!


Segunda-feira, Outubro 29, 2007

Eu ia contar o nome do ator global, mas como ninguém comentou o post anterior, não vou mais contar.

Eu vi a espada do Aragorn no filme do David Cronenberg.


Terça-feira, Outubro 23, 2007

Mais da Mostra...

*um rapaz desfilava pelos cinemas da Reserva Cultural usando um short bege colado e curto (no meio da coxa), exibindo seus cambitos. Em cima, usava um moletom verde. Eu jurei que aquele short era de mulher. Desconfiômetro zero.

*A sessão badalada do dia foi a de Estômago, filme que bombou no Festival do Rio. Aqui foi apresentado pela produtora executiva, pela atriz principal e por um coadjuvante. Adorei. Até fui bater um papinho com eles depois do filme. O espectador famoso era o ator global John Herbert. Gente famosa, só velha mesmo, porque é cheio de idoso na Mostra (idoso é aposentado né, tem mais tempo). Vejam Estômago. É diliça. (não aguntei o trocadilho infame)

*O filme do Ang Lee realmente é cheio de putaria. Parece um resumo do kama sutra. E eu fiquei me perguntando como eles fizeram aquilo. Tem cenas ali, que, meu amigo, não tem como não serem verdadeiras. Tudo se encaixou. E a platéia enorme do Cinesesc amou. De bater palmas entusiasmadas.

*Eu ainda vou ficar devendo o nome do ator global. Mas adianto que ele está longe das telas há algum tempo, por isso eu esqueci.

*E a cena do Gael e do Walter é insuperável. Só vou ter um post melhor aqui se for pra festa de encerramento. Aí sim...


Sábado, Outubro 20, 2007

Medaaaaa

* fica difícil provar quão tosco é, mas eu vi uma cult girl rodando nos arredores da mostra de meia listrada e havainas. sem foto é osso.

* eu vi o filme do Michel Gondry com o Arnaldo Jabor. Tá e daí?

* Hector Babenco, feio como sempre, foi conferir a estréia na direção de Gael García Bernal ao lado da namorada ex-Casa dos Artistas, mas cafona forever, Barbara Paz. Sabe que ela estava bonita até?

* o Gael García Bernal, em carne, osso, charme, simpatia e aiaiaiai, apresentou o filme dele ontem na Mostra. Sim, ele é lindo. Pessoalmente, mais ainda. Não, ele não parece gay na vida real. E, sim dá muita vontade de levá-lo pra casa, especialmente depois de me apaixonar por ele no filme do Michel Gondry.

* Na saída, Gael e Walter Salles trocando figurinhas sentados no chão do cinema. Altamente cult-blasé. Eu devo ter ficado mais cult só de respirar o mesmo ar que o Walter Salles. Cena memorável. E eu pensei: calma, que daqui a pouco sou eu...

* Ator global troca carícias com desconhecido gatíssimo em café paulistano. (só no próximo bloco)


Sábado, Setembro 22, 2007

HOW TO BE A BITCH
by Bruno Fantine












Sexta-feira, Setembro 14, 2007

Sobre nossos 4 anos e nossa gordura acumulada


Essa foto é uma metáfora deste blog e talvez do nosso status como seres humanos. Assim como Britney Spears, depois de mais de 3 anos estamos gordos (Até eu engordei 7kg!), cansados e com um futuro profissional indefinido. Tão cansado que nem tive coragem de escrever um mega texto falando dos 4 anos do Canastras este mês.

Depois de uma rápida olhada nas nossas 3000 fotos, percebi o quanto nós éramos felizes, amigos e bacanas. Todo mundo fazia questão de ser legal e descolado. Éramos uma turma. Depois vem toda aquela coisa de estágio, bolsa, álcool, artigos, aulas, monografia e por fim o desemprego. Tava pensando aqui: a gente passa um semestre escrevendo uma monografia que só vai ser lida por três pessoas. O Estado custeia nossos estudos e nós produzimos apenas umas 50 páginas que só vão atingir 3 pequenas pessoas que já sabem tudo aquilo que a gente escreveu. No final das contas você sempre sabe o que vai ouvir: “Parabéns, esse seu trabalho foi um bom início para suas pesquisas futuras”, “acho que seu texto flui...”, “gostei muito do teu capítulo de contextualização”, “adorei sua capa” etc etc etc.

E estou realmente cansado. Tudo que consegui fazer nesta data tão especial foi este singelo vídeo. Uma edição com algumas das milhares de fotos tiradas ao longo destes 4 anos.

Ah, assim como eu acredito que a Britney vai ficar magra e atingir o #1 na Billboard, acredito que todos teremos futuros brilhantes.


PS: ATENÇÃO PARA A SEQUÊNCIA DE FOTOS DO FANTINE!!!!



Terça-feira, Setembro 04, 2007

Atenção, meninas!





O astro Jude Law foi visto ontem, 3 de setembro, nos bastidores da liga de comunicação da UFC. Ele demonstrou irritação ao ser flagrado. Questionado sobre a diferença do tom de pele percebida no rosto e na mão, o ator revelou: "tenho vitiligo".


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